Redação
Com o compromisso de ampliar políticas públicas voltadas aos povos originários, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou oficialmente, nesta segunda-feira (15), a Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena. A cerimônia aconteceu no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e reuniu representantes de diversas etnias.
À frente da iniciativa, o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), e o 1º secretário, deputado Dr. João José de Matos (MDB), defenderam a destinação de parte das emendas parlamentares impositivas da saúde pública para ações específicas aos indígenas.
A presidente da CST, Paloma Veloso, destacou que a prioridade será a saúde, mas outras áreas como agricultura familiar, assistência social e geração de renda também serão contempladas. “Este momento marca o início de uma nova etapa na construção de políticas públicas para superar os desafios enfrentados por diversas etnias no acesso à saúde”, disse.
O secretário nacional de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, classificou a criação da câmara como um passo “importantíssimo e definitivo”. Ele anunciou a implantação do Samu Indígena em Mato Grosso e a instalação de um hospital indígena dentro do Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, com espaços exclusivos para internação e tratamento.
Também participaram representantes da UFMT, Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MT), Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e lideranças indígenas. O evento contou ainda com uma pajelança conduzida pelo pajé Ezequiel Nambiquara Kitauru, que abençoou o trabalho das autoridades.
Segundo Max Russi, a criação da CST representa um marco no resgate do reconhecimento e da dignidade dos povos originários. “São 55 mil indígenas em Mato Grosso que precisam de atenção especial e efetiva. Agora, com essa câmara, vamos definir metas para que ações saiam do papel e se tornem realidade”, afirmou o presidente da ALMT.
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